Curtas e a positividade do Eu movente
Escrevo pouco no blog. Mas esse é meu estilo. Sou sintético. Sou na escrita inversamente proporcional à minha personalidade, notadamente quando estou num estado positivo. Na sala de aula falo muito. Nas rodas de conversas que pouco participo falo muito também. Eu gosto de conversar. Sobretudo de assuntos que me fazem viajar nas ideias. Já escrever, escrevo pouco. E esse é um processo interessante. Notem: alguns grandes escritores foram ou são essencialmente tímidos; a sua verborragia acaba acontecendo mais pela escrita. É interessante notar também que não damos muito crédito à coisa falada. O escrito tem tido muito mais credibilidade do que a fala. A fala parece algo similar às excrescências. Fala-se o que não se pode escrever. Ou melhor: fala-se o dejeto da coisa em si; ou; fala-se o senso comum. O bom senso escreve-se. Grafa-se no lito. Pelo menos é esse o pensamento de nossa sociedade contemporânea. Mas nem sempre foi assim; nem sempre. Por falar em escrever, vocês devem ter notado que eu passei um pensamento muito rapidamente aqui no blog. E eu não pretendo de modo algum me estender sobre ele num ensaio, num livro ou numa dissertação ou aqui mesmo no blog. O que eu tinha que falar, falei aos alunos. Se colou-lhes na alma, não sei. Mas não escrevi mais no blog, porque as teclas estavam invertendo o que eu escrevia. Pois eu escrevia de uma lan house. Por isso os erros e as inversões das frases. Mas o que quero dizer é que o EU é o que move e cria as identidades. Por isso O denominei de EU MOVENTE; no sentido de auto-reconhecer para poder reconhecer o tu, o ele, o nós, o vós e os eles. Ou seja: o eu é o aspecto basilar do reconhecimento das identidades -- pois do contrário seríamos, simplesmente, um arraozado de egoidades monadais.
sábado, 20 de março de 2010
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Março
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Quem sou eu
- Wilson Luques Costa
- Nascido na cidade de São Paulo em 15 de fevereiro de 1960. Formado em Jornalismo (UMC/1983). Professor titular do ensino médio da disciplina de filosofia. Pós-Graduado, em nível de Especialização, em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes pelo Instituto de Psicologia (USP /2001). Entre os anos de 1999 a 2005, fez extensão universitária dos instrumentais de grego, latim e alemão, cursando também mestrado (sem concluir) em educação e filosofia. Autor de dois livros na literatura, do Ensaio Paradoxo do Zero (Fundação Biblioteca Nacional/2003) e do conceito filosófico O Princípio da Identidade Negativa. É verbete nos livros O Céu Aberto na Terra, Sobre Caminhantes, A vocação Nacional da UBE: 62 ANOS, Revista de arte e literatura Coyote.
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