15/05/2008
PEQUENA NOTA SOBRE FICHTE
Vou aqui fazer uma pequena tentativa de diálogo com Fichte. Não tenho o livro em outra língua. Tenho a edição dos Pensadores, e acredito que esteja bem traduzido. Não sei se conseguiria também ler alemão. Acho que não. Nem com um dicionário. Mas vou procurar encontrar o texto. Não vou dizer que comecei a ler o livro em uma forma linear. Não! Li uma pequena introdução. Depois pulei para o que me interessa no momento. Muitos acham Fichte difícil. É difícil para quem não está acostumado com conceitos primários da lógica. Acho até um pouco chato. Há uma diferença entre chato e difícil. Vou direto na página 27 sobre O CONCEITO DA DOUTRINA-DA-CIÊNCIA. Pensei em convidar algumas pessoas para lermos Fichte step by step longe da academia. Mas depois desisti. Fiz uma leitura bem superficial, enquanto assistia à televisão. Antes quero falar que, pelo que me parece, Fichte tenta subsumir a lógica à Doutrina-da-Ciência. Mas vou ler com mais calma e com mais interesse, antes de me aventurar. Por hoje, vou me ater a um recorte da página 27 dos pensadores: ´...A = A é sem dúvida uma proposição logicamente correta e, na medida em que o é, sua significação é a seguinte: se A está posto, então A está posto...´Agora irei saltar para a página 44 dos pensadores;´1) A proposição A é A (tanto quanto A = A , pois essa é a siginificação da cópula lógica) é aceita por todos e aliás, sem a mínima hesitação; é reconhecida como plenamente certa e estipulada. Se porém alguém exigisse uma prova dela, ninguém se aplicaria a uma tal prova, e sim afirmaria que essa proposição é certa, pura e simplesmente, isto é, sem nenhum outro fundamento; e ao fazê-lo, sem dúvida com assentimento geral, está conferindo a si a faculdade de pôr algo pura e simplesmente.´ Faço notar que coloco o Paradoxo do Zero em colisão ao que diz Fichte acima. Noto que se se fizer a ressalva no PI, por conta da insuficiência da aritmética em justificar por que 1 x 0 = 0 --- Fichte estará em xeque em sua argumentação e todo o sistema superveniente fadado ao fracasso. Já fiz aqui também nesse blogue a distinção que penso existir entre A = A e A é A. Por ora não me estenderei mas vejo fissuras alarmantes na sistematização de sua Doutrina-da-Ciência. Como digo: O PZ é um problema em si e tangencia outros sistemas. É, na verdade, como em belo jogo de xadrez. E eu que jamais joguei xadrez nem coloquei um rei ou´ma rainha em aporia.
posted by wilson luques costa @ 3:55 AM
Tuesday, January 23, 2007
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
ESTUDOS PARTICULARES SOBRE A VONTADE DA CAUSA EFICIENTE
Não quero tomar aqui o sentido estrito de pragmatismo que via de regra é confundido com intencionalidades particulares de interesses, quando não de interesses de grupos também. Sendo verdade, portanto, aquilo que é útil, mas não no sentido geral – mas útil aos esotéricos pragmatistas com seus téloi políticos. Mas queria aqui raciocinar, e não saberia usar uma palavra para substituir a própria palavra pragmatismo, senão pragmatismo mesmo. Então vejamos: será que todo nosso escopo filosófico - e aqui estou falando tão somente da teoria do conhecimento - não teria de per si a vontade de conhecer com uma vontade prática? Uma colher serve para quê? Muitos dirão, talvez, que serve para tomar algum líquido, algum remédio, raspar o tacho de um arroz etc...Ou seja: teria numa relação de respostas numa certa hierarquia culminando até na sua total inutilidade. Mas por que respondemos que a colher serve para essas coisas? Resposta: porque provavelmente tivemos uma relação prática ou de utilidade com ela, como seres cognoscentes do objeto colher. Todavia, se também perguntarmos ao fazedor da colher sobre os téloi da colher, obteremos provavelmente quase que a mesma hierarquia de respostas – obviamente não como arroladas aqui – mas quase numa perfeita conjunção e intersecção entre sujeito, objeto e causa eficiente. Posto que a verdade, nesse sentido, está estabelecida pela sua primeiridade ou ousía primeira. De modo que ter relação de conhecimento com objetos em que a sua causa eficiente está aí para ratificar não seria de todo um problema quanto à obtenção de sua verdade. É mais óbvio ainda que poderíamos nos dispor a elucubrar sobre a colher naquilo que ela tem de especificidade e de sutilezas, sobre a sua forma etc. Mas estaríamos, não obstante ou apesar disso, negando a sua intenção de ser colher. Posto que se trata de uma causa final ou vontade da causa eficiente. Já problemas conceituais e metafísicos como Deus, alma, etc tornar-se-iam um pouco mais difíceis de se resolver. Portanto, dentro desse escopo e dessa lógica, tudo que há, há pela razão da causa suficiente. Mas qual seria a causa eficiente então de Deus? Nesse sentido teríamos, então, que dizer que o problema não só passa pelo sujeito cognoscente nem somente pelo objeto em si, mas pela vontade da causa eficiente de Deus, que nesse caso poderia ser Deus-mesmo e a sua vontade de ser causa, forma, matéria e fim de si mesmo. Posto que quando perguntamos por Deus, como seres cognoscentes, sabemos - mesmo que intuitivamente e seriam nesse sentido vários saberes distintos – por qual Deus perguntamos, senão não perguntaríamos sobre Deus. Ainda, nesse sentido, queremos explanar que o problema deixa de ser um problema dicotômico entre sujeito e objeto, podendo sem dúvida também estar presente em ambos, mas o objeto só terá a verdade em si, e o mesmo ocorrendo com o sujeito, quando tivermos o devido conhecimento da vontade de sua causa eficiente. Ou seja, para resumir, a verdade está na vontade da causa eficiente, podendo estar no objeto e no sujeito também. Já no caso do primeiro motor de Aristóteles, eu diria que a vontade se encerra em si mesma. Mas a pergunta ainda é: se todos tivéssemos um dia o pleno e verdadeiro conhecimento de Deus, será que nesse mesmo dia não O utilizaríamos para as nossas não menos particulares verdades? A verdade que queremos conhecer para melhor usá-la e dela nos atribuirmos? Se, ainda, porém, não temos a verdade primordial, assim vivendo vamos com as nossas particularidades de verdades. Sendo o nosso propósito uma segunda causa eficiente de uma primeira vontade ainda desconhecida. Mas não é por isso que eu chamaria isso de pragmatismo, mas de solução particular e momentânea de um problema, não menos ainda que particular. E sabendo-nos sabedores da verdade-primeira da causa eficiente, quem nos garantiria, também, que não a usaríamos em nossas particulares e secundárias intenções, só para o mero pretexto de nos ajudar a nos justificar em nossos particulares intentos?
WILSON LUQUES COSTA
Sem revisão final.
SÃO PAULO, 31 DE JULHO DE 2007.
Não quero tomar aqui o sentido estrito de pragmatismo que via de regra é confundido com intencionalidades particulares de interesses, quando não de interesses de grupos também. Sendo verdade, portanto, aquilo que é útil, mas não no sentido geral – mas útil aos esotéricos pragmatistas com seus téloi políticos. Mas queria aqui raciocinar, e não saberia usar uma palavra para substituir a própria palavra pragmatismo, senão pragmatismo mesmo. Então vejamos: será que todo nosso escopo filosófico - e aqui estou falando tão somente da teoria do conhecimento - não teria de per si a vontade de conhecer com uma vontade prática? Uma colher serve para quê? Muitos dirão, talvez, que serve para tomar algum líquido, algum remédio, raspar o tacho de um arroz etc...Ou seja: teria numa relação de respostas numa certa hierarquia culminando até na sua total inutilidade. Mas por que respondemos que a colher serve para essas coisas? Resposta: porque provavelmente tivemos uma relação prática ou de utilidade com ela, como seres cognoscentes do objeto colher. Todavia, se também perguntarmos ao fazedor da colher sobre os téloi da colher, obteremos provavelmente quase que a mesma hierarquia de respostas – obviamente não como arroladas aqui – mas quase numa perfeita conjunção e intersecção entre sujeito, objeto e causa eficiente. Posto que a verdade, nesse sentido, está estabelecida pela sua primeiridade ou ousía primeira. De modo que ter relação de conhecimento com objetos em que a sua causa eficiente está aí para ratificar não seria de todo um problema quanto à obtenção de sua verdade. É mais óbvio ainda que poderíamos nos dispor a elucubrar sobre a colher naquilo que ela tem de especificidade e de sutilezas, sobre a sua forma etc. Mas estaríamos, não obstante ou apesar disso, negando a sua intenção de ser colher. Posto que se trata de uma causa final ou vontade da causa eficiente. Já problemas conceituais e metafísicos como Deus, alma, etc tornar-se-iam um pouco mais difíceis de se resolver. Portanto, dentro desse escopo e dessa lógica, tudo que há, há pela razão da causa suficiente. Mas qual seria a causa eficiente então de Deus? Nesse sentido teríamos, então, que dizer que o problema não só passa pelo sujeito cognoscente nem somente pelo objeto em si, mas pela vontade da causa eficiente de Deus, que nesse caso poderia ser Deus-mesmo e a sua vontade de ser causa, forma, matéria e fim de si mesmo. Posto que quando perguntamos por Deus, como seres cognoscentes, sabemos - mesmo que intuitivamente e seriam nesse sentido vários saberes distintos – por qual Deus perguntamos, senão não perguntaríamos sobre Deus. Ainda, nesse sentido, queremos explanar que o problema deixa de ser um problema dicotômico entre sujeito e objeto, podendo sem dúvida também estar presente em ambos, mas o objeto só terá a verdade em si, e o mesmo ocorrendo com o sujeito, quando tivermos o devido conhecimento da vontade de sua causa eficiente. Ou seja, para resumir, a verdade está na vontade da causa eficiente, podendo estar no objeto e no sujeito também. Já no caso do primeiro motor de Aristóteles, eu diria que a vontade se encerra em si mesma. Mas a pergunta ainda é: se todos tivéssemos um dia o pleno e verdadeiro conhecimento de Deus, será que nesse mesmo dia não O utilizaríamos para as nossas não menos particulares verdades? A verdade que queremos conhecer para melhor usá-la e dela nos atribuirmos? Se, ainda, porém, não temos a verdade primordial, assim vivendo vamos com as nossas particularidades de verdades. Sendo o nosso propósito uma segunda causa eficiente de uma primeira vontade ainda desconhecida. Mas não é por isso que eu chamaria isso de pragmatismo, mas de solução particular e momentânea de um problema, não menos ainda que particular. E sabendo-nos sabedores da verdade-primeira da causa eficiente, quem nos garantiria, também, que não a usaríamos em nossas particulares e secundárias intenções, só para o mero pretexto de nos ajudar a nos justificar em nossos particulares intentos?
WILSON LUQUES COSTA
Sem revisão final.
SÃO PAULO, 31 DE JULHO DE 2007.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
30/11/2007
NO JORNAL O MOSSOROENSE
Literatura e arte com inventividade gráfico-editorial
Algumas revistas especializadas de cultura conseguem trilhar um caminho tão ‘independente’ no mercado editorial brasileiro que mais parecem ter vida própria. A revista “Coyote de Literatura e Arte” é uma delas. Chegando ao seu oitavo número e com periodicidade trimestral, a revista mantém neste número suas principais qualidades: a inventividade gráfico-editorial. Por este motivo ela tornou-se marca registrada no Brasil e países da América Latina.
Nesta edição, “Coyote” (ed. Iluminuras, 56 pág. R$ 10,00) apresenta para o público brasileiro a obra de Cecília Vicuña, poeta e artista plástica chilena radicada em Nova York — em dossiê com entrevista, fotos e poemas traduzidos —, e poemas inéditos em português do egípcio Edmond Jabès (em tradução de Caio Meira) e do coreano Yi Sang (traduzidos por Yun Jung In). Os três autores, de épocas e continentes diferentes, apresentam poéticas radicais e surpreendentes.
O número traz também uma mini-antologia com o poeta londrinense Carlos Eduardo Zago, morto precocemente no ano passado, deixando um conjunto de poemas dilacerados e intensos, a poesia não menos intensa do carioca Rodrigo Leão e do paulistano Marcelo Tápia, a prosa inconformista de Furio Lonza, Márcia Denser e Wilson Luques Costa e a escrita desconcertante de Sérgio Medeiros, na fronteira da prosa, da poesia e do teatro.
Há ainda as investigações teóricas, extremamente provocantes, do mexicano Heriberto Yépez, traduzidas do blog que mantém na Internet as belíssimas imagens do fotógrafo londrinense Walter Ney e trabalho visual de Sergio Monteiro.
NO JORNAL O MOSSOROENSE
Literatura e arte com inventividade gráfico-editorial
Algumas revistas especializadas de cultura conseguem trilhar um caminho tão ‘independente’ no mercado editorial brasileiro que mais parecem ter vida própria. A revista “Coyote de Literatura e Arte” é uma delas. Chegando ao seu oitavo número e com periodicidade trimestral, a revista mantém neste número suas principais qualidades: a inventividade gráfico-editorial. Por este motivo ela tornou-se marca registrada no Brasil e países da América Latina.
Nesta edição, “Coyote” (ed. Iluminuras, 56 pág. R$ 10,00) apresenta para o público brasileiro a obra de Cecília Vicuña, poeta e artista plástica chilena radicada em Nova York — em dossiê com entrevista, fotos e poemas traduzidos —, e poemas inéditos em português do egípcio Edmond Jabès (em tradução de Caio Meira) e do coreano Yi Sang (traduzidos por Yun Jung In). Os três autores, de épocas e continentes diferentes, apresentam poéticas radicais e surpreendentes.
O número traz também uma mini-antologia com o poeta londrinense Carlos Eduardo Zago, morto precocemente no ano passado, deixando um conjunto de poemas dilacerados e intensos, a poesia não menos intensa do carioca Rodrigo Leão e do paulistano Marcelo Tápia, a prosa inconformista de Furio Lonza, Márcia Denser e Wilson Luques Costa e a escrita desconcertante de Sérgio Medeiros, na fronteira da prosa, da poesia e do teatro.
Há ainda as investigações teóricas, extremamente provocantes, do mexicano Heriberto Yépez, traduzidas do blog que mantém na Internet as belíssimas imagens do fotógrafo londrinense Walter Ney e trabalho visual de Sergio Monteiro.
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16/01/2008
MODELO TEÓRICO SOBRE OS NÊUTRONS
Todos que de uma certa forma me acompanham sabem que eu, até duas semanas atrás, era um ignorante em química, aliás, continuo com a mesma ignorância, não obstante a química, aos meus olhos, bela e charmosa. E não é à toa que os grandes Nobel vêm dessa área. E eu quando estou aprendendo sou aquele chato. Em suma: sou chato quando estou aprendendo, e sou mais chato ainda quando domino o assunto. Evidentemente, porque pergunto e pergunto... E quem quer um chato desse ao seu lado... Então a melhor idéia é afastar-se de mim. Sobretudo aquele que não quer ter um ´espalha-roda´ao seu lado. E é por isso, talvez, que eu tenha perdido já dois mestrados. Digam-me, por favor: ´quem agüenta um bobo como este? E na Universidade é assim: ´saibam, meus queridos alunos, que a terra é o centro do universo...` E ai daquele que contestar: fogueira virtual para os nossos dias... Ou seja: estará totalmente queimado. Por isso, aquela gíria no ambiente de trabalho ou na Universidade:´meu, cê viu o cara, ele tá queimado lá com os caras... ´Decerto, uma herança da caça às bruxas de antanho...´ Mas depois desse intróito meio de esguelha, aliás,sumiu-me a palavra sinônima,- não, não é estorvado, é outra, mas vamos lá...-; bem eu estava dizendo sobre a química, e o que eu acho legal é quando também pensamos algo que algum gênio, felizmente para a ciência, e infelizmente para nós, já pensou. E isso demonstra também que estávamos no caminho certo. Estou falando isso, porque eu andei encaminhando uns e-mails para algumas pessoas sobre alguns pensamentos meus, e, evidentemente, não me respondem; ou por acharem uma tolice, ou qualquer outra coisa. Por exemplo: eu tenho pensado um modelo teórico sobre o átomo -- e esse modelo assemelha-se ao que Fermi havia desenvolvido - e o pior é que eu não sabia sobre o pensamento dele; outra coisa: eu penso que a irrradiação se dá pelo desequilíbrio entre prótons e nêutrons-- e não é que é verdade para mim, e não novidade para quem estuda química; mas o problema é que eu advogo um modelo no qual contempla - para aquilo que chamamos de nêutron, um equilíbrio entre prótons e elétrons no interior dos núcleos-, muito diferente do que as pessoas supõem sobre mésons, quarks e outras coisas. O que eu defendo, portanto, é que os nêutrons nada mais são do que o equilíbrio entre elétrons e prótons. Ou seja: no interior do núcleo de um átomo há elétrons, provavelmente migrados por conta de uma força qualquer centrípeta.
MODELO TEÓRICO SOBRE OS NÊUTRONS
Todos que de uma certa forma me acompanham sabem que eu, até duas semanas atrás, era um ignorante em química, aliás, continuo com a mesma ignorância, não obstante a química, aos meus olhos, bela e charmosa. E não é à toa que os grandes Nobel vêm dessa área. E eu quando estou aprendendo sou aquele chato. Em suma: sou chato quando estou aprendendo, e sou mais chato ainda quando domino o assunto. Evidentemente, porque pergunto e pergunto... E quem quer um chato desse ao seu lado... Então a melhor idéia é afastar-se de mim. Sobretudo aquele que não quer ter um ´espalha-roda´ao seu lado. E é por isso, talvez, que eu tenha perdido já dois mestrados. Digam-me, por favor: ´quem agüenta um bobo como este? E na Universidade é assim: ´saibam, meus queridos alunos, que a terra é o centro do universo...` E ai daquele que contestar: fogueira virtual para os nossos dias... Ou seja: estará totalmente queimado. Por isso, aquela gíria no ambiente de trabalho ou na Universidade:´meu, cê viu o cara, ele tá queimado lá com os caras... ´Decerto, uma herança da caça às bruxas de antanho...´ Mas depois desse intróito meio de esguelha, aliás,sumiu-me a palavra sinônima,- não, não é estorvado, é outra, mas vamos lá...-; bem eu estava dizendo sobre a química, e o que eu acho legal é quando também pensamos algo que algum gênio, felizmente para a ciência, e infelizmente para nós, já pensou. E isso demonstra também que estávamos no caminho certo. Estou falando isso, porque eu andei encaminhando uns e-mails para algumas pessoas sobre alguns pensamentos meus, e, evidentemente, não me respondem; ou por acharem uma tolice, ou qualquer outra coisa. Por exemplo: eu tenho pensado um modelo teórico sobre o átomo -- e esse modelo assemelha-se ao que Fermi havia desenvolvido - e o pior é que eu não sabia sobre o pensamento dele; outra coisa: eu penso que a irrradiação se dá pelo desequilíbrio entre prótons e nêutrons-- e não é que é verdade para mim, e não novidade para quem estuda química; mas o problema é que eu advogo um modelo no qual contempla - para aquilo que chamamos de nêutron, um equilíbrio entre prótons e elétrons no interior dos núcleos-, muito diferente do que as pessoas supõem sobre mésons, quarks e outras coisas. O que eu defendo, portanto, é que os nêutrons nada mais são do que o equilíbrio entre elétrons e prótons. Ou seja: no interior do núcleo de um átomo há elétrons, provavelmente migrados por conta de uma força qualquer centrípeta.
Ontem, estive na Fnac - Paulista e depois na Livraria Cultura. Lá na Livraria Cultura, tive o prazer de reencontrar o Gabriel Perissé, pessoa assaz gentil. Eu que cheguei até ele. Conversamos um bocado. Tive o prazer de receber de suas mãos um livro sobre Filosofia da Educação e um revista da FAAP ambos com a sua dedicatória. Livro que ficará bem guardado na minha estante. Evidentemente que o devorarei antes. Conversamos um pouco também sobre a nossa educação brasileira. Logo depois, encontrei com o Júlio, colega de grego no mosteiro de são Bento, que tem seguido com afinco no idioma do estagirita. Disse-me que está no mestrado da usp e com um curso paralelo na puc-sp. Conversamos sobre os nossos tempos de mosteiro de são bento, no curso de grego do professor Guilherme. Eu lhe disse que dei uma parada. Na verdade, não é parada, é um tipo de afastamento que me concedo. Mas eu não paro nunca. Gosto de evoluir lentamente. O meu negócio é caminhar e não chegar. Porque chegar cansa. O meu problema é que misturo tudo. Eu não gosto de monotema. Eu sempre me interessei por tudo. E não pensem vocês que isso seja maléfico. Claro que não. Por exemplo: ontem conversei sobre educação, literatura, grego, hebraico, latim, futebol, novela, e ainda, por cima, fiz, sem maiores esforços, o meu jogging pela paulista -- e depois em casa, ainda, estudei um pouco do vav consecutivo.
O RECRUDESCIMENTO DE UMA NOVA GUERRA FRIA (QUENTE)
שָׁלוֹם
Se é um assunto de que não gosto de falar: é guerra. E parece-me que ninguém dos nossos coetâneos gosta também; e eu não saberia dizer o seu conceito mais apropriado. Mas mais uma vez o poço ferve na faixa de gaza. E de um lado a coisa está mais difícil que o outro. O problema é que cada lado acha que tem razão. E as razões são inúmeras. E as justificativas são invariavelmente irracionais para a guerra. Eu não gostaria de ver crianças morrendo de ambos os lados; nem homens, mulheres, adultos, idosas e idosos. Mas vejo que se a coisa continuar assim, a tendência é o seu agravamento e a inevitável polarização e demarcação de fronteiras. Isso significa dizer que o mundo tende a se bipartir novamente. Isso significa dizer que as coisas tendem a se aguçar. A faixa de gaza é apenas o epicentro de um epifenômeno perigoso que poderá advir. A meu aver, antes de ser uma guerra quente, trata-se, na verdade, da reinstauração de uma nova guerra fria -- que inevitavelmente irá ferver novamente e num caldeirão muito mais perigoso e universal -- se não tomarmos imediatamente os devidos cuidados. Por isso, mundus, cave! Que caia sobre nós, sem mais nenhuma procrastinação, a devida pax!
שָׁלוֹם
Se é um assunto de que não gosto de falar: é guerra. E parece-me que ninguém dos nossos coetâneos gosta também; e eu não saberia dizer o seu conceito mais apropriado. Mas mais uma vez o poço ferve na faixa de gaza. E de um lado a coisa está mais difícil que o outro. O problema é que cada lado acha que tem razão. E as razões são inúmeras. E as justificativas são invariavelmente irracionais para a guerra. Eu não gostaria de ver crianças morrendo de ambos os lados; nem homens, mulheres, adultos, idosas e idosos. Mas vejo que se a coisa continuar assim, a tendência é o seu agravamento e a inevitável polarização e demarcação de fronteiras. Isso significa dizer que o mundo tende a se bipartir novamente. Isso significa dizer que as coisas tendem a se aguçar. A faixa de gaza é apenas o epicentro de um epifenômeno perigoso que poderá advir. A meu aver, antes de ser uma guerra quente, trata-se, na verdade, da reinstauração de uma nova guerra fria -- que inevitavelmente irá ferver novamente e num caldeirão muito mais perigoso e universal -- se não tomarmos imediatamente os devidos cuidados. Por isso, mundus, cave! Que caia sobre nós, sem mais nenhuma procrastinação, a devida pax!
O conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão
Dias atrás, eu pus na mochila e depois o tirei dela, o livro de Walter Benjamin: O conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão. Vou ser sincero com vocês: não passei do primeiro capítulo. Pelo que percebi, WB envereda pelas obscuras sendas de eu e não-eu de Fichte para fundamentar coisas ligadas à literatura mais na frente. Mas eu pergunto se o prórpio WB entendia o que ele escrevia ali naquele livro; e o próprio Fichte é enrolado para desenvolver a sua teoria. É uma miscelânea chata e paralógica. Gosto do WB -- mas acho que ele ali forçou a barra. Isso porque o livro é traduzido para o nosso grandioso português; imaginem se lermos em alemão então. Eu, a meu modo, fundamentei aquilo que denomino de não-eu de um modo singelo, como deve ser toda filosofia: se a = a então a - a = 0 então -a = -a (que denominei também de princípio da identidade negativa). Com efeito, se Fichte e WB fossem coetâneos meus, desculpe-me por grafá-la novamente - as suas filosofias não seriam tão enroladas assim. Quando não se pode dizer, deve-se calar - assim dizia - novamente - o nosso velho Wittgenstein
Dias atrás, eu pus na mochila e depois o tirei dela, o livro de Walter Benjamin: O conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão. Vou ser sincero com vocês: não passei do primeiro capítulo. Pelo que percebi, WB envereda pelas obscuras sendas de eu e não-eu de Fichte para fundamentar coisas ligadas à literatura mais na frente. Mas eu pergunto se o prórpio WB entendia o que ele escrevia ali naquele livro; e o próprio Fichte é enrolado para desenvolver a sua teoria. É uma miscelânea chata e paralógica. Gosto do WB -- mas acho que ele ali forçou a barra. Isso porque o livro é traduzido para o nosso grandioso português; imaginem se lermos em alemão então. Eu, a meu modo, fundamentei aquilo que denomino de não-eu de um modo singelo, como deve ser toda filosofia: se a = a então a - a = 0 então -a = -a (que denominei também de princípio da identidade negativa). Com efeito, se Fichte e WB fossem coetâneos meus, desculpe-me por grafá-la novamente - as suas filosofias não seriam tão enroladas assim. Quando não se pode dizer, deve-se calar - assim dizia - novamente - o nosso velho Wittgenstein
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Seguidores
Quem sou eu
- Wilson Luques Costa
- Nascido na cidade de São Paulo em 15 de fevereiro de 1960. Formado em Jornalismo (UMC/1983). Professor titular do ensino médio da disciplina de filosofia. Pós-Graduado, em nível de Especialização, em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes pelo Instituto de Psicologia (USP /2001). Entre os anos de 1999 a 2005, fez extensão universitária dos instrumentais de grego, latim e alemão, cursando também mestrado (sem concluir) em educação e filosofia. Autor de dois livros na literatura, do Ensaio Paradoxo do Zero (Fundação Biblioteca Nacional/2003) e do conceito filosófico O Princípio da Identidade Negativa. É verbete nos livros O Céu Aberto na Terra, Sobre Caminhantes, A vocação Nacional da UBE: 62 ANOS, Revista de arte e literatura Coyote.